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Estudando para se aperfeiçoar

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A CULTURA DO F7.

(Carla Viana Coscarelli & Else Martins dos Santos)


            As autoras Carla Viana Coscarelli e Else Martins dos Santos nos convidam a uma reflexão sobre a importância da informática e dos novos meios digitais na sociedade atual, afirmando que é uma realidade que ela faz parte de nossa vida e que sua inevitável influência na escrita nos leva a perceber a necessidade de estudar as modificações advindas com a informática e avaliar o que é bom e o que é ruim.
            Muito se diz por aí que o uso de comunicações escritas via internet se tornou um “vício” que tem levado as pessoas a escreverem de forma errada, fazendo da ortografia o alvo das avaliações de tais meios de comunicação.
            Coscarelli e Santos propõem que não se perca tempo com questões referentes à ortografia na produção textual digital, mas que se foque atenção no sentido, na coerência e não no estilo da produção, pois, a correção ortográfica dos computadores tem bons corretores ortográficos, a famosa tecla F7 é o acesso rápido a esse serviço.
            É perceptível que muitas pessoas ainda desejam que a produção textual permaneça na forma pré-histórica e estática da escrita, mantendo a fidelidade ao papel e à caneta. Porém, é impossível ignorar e parar essa evolução tecnológica vivida atualmente.
            Há muitas pessoas afirmando que os recursos tecnológicos viciam o usuário, alegando que o corretor ortográfico, por exemplo, aliena e leva o usuário a não usar o dicionário, ignorando assim a grafia correta das palavras. As autoras ressaltam, porém, que dicionário e corretor ortográfico têm funções diferentes. Deixar que o corretor cumpra sua função de ajudar o usuário a escrever de acordo com a norma padrão culta da língua não é nenhum crime, ao contrário, isso mostra um bom índice de letramento digital.
            Elas relembram que “língua não é só ortografia (...) A ortografia é uma das poucas coisas na língua que não aceita muita variação (...)”. Diante disso é preciso reconhecer que o computador não é um vilão contemporâneo, mas um instrumento que levará a escrita a criar hábitos diferentes que exigirão dos usuários, domínios dos novos recursos tecnológicos que essa máquina oferece.
            Terminam dizendo que as novas exigências e facilidades proporcionadas pelo computador não podem ser negadas ou recusadas, mas entendidas, estudadas e aperfeiçoadas, abrindo-se assim, aos novos textos dos novos tempos.

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