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Estudando para se aperfeiçoar

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

EDUCAÇÃO E CYBERCULTURA.
(Pierre Lévy)
            A relação do saber com os sistemas de educação passa por mutações. A riqueza das novas tecnologias que permitem a interação entre as pessoas é um grande avanço para a sociedade atual.
            A cybercultura atingiu também a educação, onde o conhecimento passa por uma transação entre as novas tecnologias. Diante dessa realidade, o essencial no ensino a distância é que ele promova o aprendizado personalizado e, ao mesmo tempo, cooperativo de rede. O autor cita ainda a inteligência coletiva e inteligência individual. A inteligência coletiva é formada a partir dos acessos que as pessoas fazem. Ela é aumentada a partir do refinamento, da seleção dos acessos.
            A inteligência individual corresponde à busca cada vez mais refinada que o usuário faz dos sites a serem visitados. Buscando coisas realmente educativas, que promovam o crescimento, essa inteligência será cada vez maior. A memória artificial ajuda a preservar as representações, o imaginário do ser humano, da vida material.
            Ele afirma que vivemos hoje um dilúvio de informações, o qual não cessará, mas que é preciso aprender a selecionar as informações que vão surgindo. Sobre o ato de ler, ele ressalta que fazê-lo na tela de um computador ou numa folha de papel, não há mudanças no processo mental, mas apenas no modo de ler.
             Quanto ao conhecimento, é algo que não pode ser domado, cercado. Cada pessoa, ao longo da vida faz uma coleção de competências, a qual deve ser mantida e abastecida.  O autor apresenta quatro fases do conhecimento, da relação do homem com o saber ao longo da história da humanidade:
  • 1ª fase – Oralidade – a comunidade transmitia suas histórias e tradições oralmente;
  • 2ª fase – O livro – surgimento da escrita; o livro carregava o saber;
  • 3ª fase – A biblioteca – o saber era carregado não pelo livro, mas pela biblioteca;
  • 4ª fase – O cyberespaço – informações diversas disponíveis a qualquer momento, através das novas tecnologias.

      Lévy diz da importância de se focar, atualmente, na máquina – computador como auxílio ao homem e não como substituta da inteligência deste. Ela é uma aliada, uma ferramenta que leva a conhecimentos mil!

      Bem vindo ao "cybermundo"!

A CULTURA DO F7.

(Carla Viana Coscarelli & Else Martins dos Santos)


            As autoras Carla Viana Coscarelli e Else Martins dos Santos nos convidam a uma reflexão sobre a importância da informática e dos novos meios digitais na sociedade atual, afirmando que é uma realidade que ela faz parte de nossa vida e que sua inevitável influência na escrita nos leva a perceber a necessidade de estudar as modificações advindas com a informática e avaliar o que é bom e o que é ruim.
            Muito se diz por aí que o uso de comunicações escritas via internet se tornou um “vício” que tem levado as pessoas a escreverem de forma errada, fazendo da ortografia o alvo das avaliações de tais meios de comunicação.
            Coscarelli e Santos propõem que não se perca tempo com questões referentes à ortografia na produção textual digital, mas que se foque atenção no sentido, na coerência e não no estilo da produção, pois, a correção ortográfica dos computadores tem bons corretores ortográficos, a famosa tecla F7 é o acesso rápido a esse serviço.
            É perceptível que muitas pessoas ainda desejam que a produção textual permaneça na forma pré-histórica e estática da escrita, mantendo a fidelidade ao papel e à caneta. Porém, é impossível ignorar e parar essa evolução tecnológica vivida atualmente.
            Há muitas pessoas afirmando que os recursos tecnológicos viciam o usuário, alegando que o corretor ortográfico, por exemplo, aliena e leva o usuário a não usar o dicionário, ignorando assim a grafia correta das palavras. As autoras ressaltam, porém, que dicionário e corretor ortográfico têm funções diferentes. Deixar que o corretor cumpra sua função de ajudar o usuário a escrever de acordo com a norma padrão culta da língua não é nenhum crime, ao contrário, isso mostra um bom índice de letramento digital.
            Elas relembram que “língua não é só ortografia (...) A ortografia é uma das poucas coisas na língua que não aceita muita variação (...)”. Diante disso é preciso reconhecer que o computador não é um vilão contemporâneo, mas um instrumento que levará a escrita a criar hábitos diferentes que exigirão dos usuários, domínios dos novos recursos tecnológicos que essa máquina oferece.
            Terminam dizendo que as novas exigências e facilidades proporcionadas pelo computador não podem ser negadas ou recusadas, mas entendidas, estudadas e aperfeiçoadas, abrindo-se assim, aos novos textos dos novos tempos.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Livro Didático X Letramento Digital

O Livro Didático como agente de Letramento Digital
(Carla Coscarelli / Else Martins dos Santos)


            Nesse trabalho, as autoras nos levam a refletir sobre a importância do Livro Didático (LD) no processo de Letramento Digital. Elas iniciam dizendo que atualmente, viver sem computador leva a uma exclusão da sociedade digital. É muito perceptível atualmente que a criança que acessa a internet em suas diversas possibilidades, certamente será diferente daquela não faz tais acessos.
            Ler e escrever no computador leva o usuário a conceber uma forma diferente de ver a escrita (possibilidades de modificar facilmente um texto quando está digitando) e a leitura (navegação em sites de leitura). Ou seja, a informática representa a revolução em relação à leitura e à escrita.
            Diante dessa evolução vivida pelo mundo hoje, o computador não pode ser considerado um vilão que prejudica o processo de escrita, dificulta a leitura e desorienta os usuários, pois a informática e, sobretudo a internet, criaram e criam, novos gêneros textuais, novas formas para gêneros já conhecidos.
            Coscarelli e Santos relatam que o LD tem sido uma das principais fontes de consulta dos professores brasileiros. Desde 1960 estudos vinham denunciando a baixa qualidades dos LDs, apresentando problemas conceituais e metodológicos e certa carga discriminatória. Diante dessa realidade, surgiu o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) que tinha como objetivo, estabelecer critérios cuidadosamente pensados que serviriam para nortear a análise da qualidade do LD.
             Nos critérios do PNLD não há nada que force explicitamente a entrada de novas tecnologias nos LDs, mas traz elementos relacionados a elas. Tais elementos podem ser tidos como fatores responsáveis pelo aparecimento de novas tecnologias no LD. Diante dos critérios estabelecidos, autores e editores começaram a dar um ar de modernidade às suas produções, trazendo, algumas vezes, linguagens, formatações, letras e símbolos comuns na internet. Em seguida, passaram a inserir nos LD textos retirados da internet, ou seja, alguns autores fazem da rede uma fonte de consulta.
            O passo seguinte foi a inserção de análise dos gêneros típicos do ambiente digital, porém, este trabalho ainda está muito focado no simples reconhecimento classificatório de cada gênero, não atribuindo forma muito efetiva para o letramento digital dos alunos.
            Ainda de acordo com as autoras, outra característica da internet já existente nos LDs, é a indicação de sites educacionais como sugestão de apoio pedagógico, o que vem alertar o professor para a necessidade de Letramento Digital para que tenha condições de orientar melhor seu aluno.
            Alguns LDs fazem comparação entre gêneros digitais e gêneros impressos, exploração esta que leva o aluno a perceber semelhanças e diferenças entre eles e o leva a perceber os diferentes suportes, bem como a conhecer as modificações que os gêneros sofrem para se adaptar às exigências do meio pelo qual será veiculado.
            A presença de elementos do mundo digital no LD revela que ele tem se preocupado com a inserção do aluno nesse universo, contribuindo assim para o Letramento Digital, realidade esta que pode ser considerada como um começo de uma ação que vai fazer história. Ante a tudo isso, o LD deve encorajar e ajudar o professor a usar os materiais digitais e a conhecer melhor esse universo e mostrar que ele pode fazer parte das aulas.

TRABALHANDO COM CHAT.

Pessoal, segue abaixo uma proposta de atividade com chat. Espero que ajude na união da docência com as novas tecnologias.
Abraços. Joana D´Arc


Professores Organizadores - Aparecida Miranda, David Gabriel, Janilda Izabel, Joana D´Arc.
TEMA DA AULA: Variação Linguística


OBJETIVOS

  • Conhecer e saber utilizar como mecanismo de aprendizagem, os sites de relacionamentos, mais especificamente, o Chat ou MSN;
  • Discutir com a turma sobre Variação Linguística (o que é, seu uso, etc)

JUSTIFICATIVA

Promover uma discussão on-line sobre o tema proposto.


METODOLOGIA

Direcionar via Chat, os questionamentos acerca do tema proposto. Levar para discussão:

  • Enviar o texto a ser lido;
  • Promover um debate on-line a partir dos seguintes questionamentos:
  1. O que você acha do texto?
  2. Que tipo de linguagem foi usada?
  3. Na sua opinião esta linguagem está correta ou incorreta?
  4. Você conhece outros tipos de linguagem específica de algum grupo da sociedade? Exemplifique.
  5. Produza uma poesia utilizando uma Variação Linguística.
  6. Publique no seu blog.

WEBQUEST - Sugestão para se trabalhar Literatura e Música através das novas tecnologias.

Na pós-graduação aprendemos a fazer uma Webquest, recurso este que é uma atividade on-line que visa aproveitar a variedade de informações disponíveis na internet. É algo muito interessante para ser aplicado em sala de aula, já que os alunos de hoje têm grande intimidade e interesse pelo computador.Leia e aproveite a valiosa e moderna sugestão!

Pós-Graduação em Leitura e Produção Textual - PUC Minas Betim
Professora – Else Martins dos Santos
Alunos – David Gabriel
              Joana D´Arc


INTRODUÇÃO

Ao longo da história da humanidade, Literatura e Música caminharam juntas. Muitos escritores se inspiraram em músicas para criar suas obras e muitos músicos criaram belas canções a partir de obras literárias. No Brasil, após a década de 70, muitos cantores e compositores usaram a Música como instrumento para expressar a insatisfação política e a opressão social vivida na época.

TAREFA

Criar um conto a partir da letra de uma música.

PROCESSO

  1. Selecione e leia uma das canções sugeridas no tópico “Recursos”:

a- Que história se conta? Qual o problema apresentado na canção?Quais são os personagens? Em que tempo ocorre o fato? Em que espaço acontece a ação? Quais são os elementos da narrativa? Qual é o conflito do eu lírico?

b- Qual é o público alvo  da canção? Qual é o tema principal da letra da música?

  1. Leia as informações dos sites: http://www.asesbp.com.br/literatura/cronica.htm  ou
http://www.revistaparalelo30.com/literatura.htm#conto. Levante as principais informações que ele traz acerca dos elementos de um conto;

  1. Busque as principais informações sobre elementos da narrativa nos sites http://www.brasilescola.com/redacao/narracao.htm  ou http://lportuguesa.malha.net/content/view/42/1/;

  1. Entre no site http://www.mojobooks.com.br/mojo_inteira.php?idm=91, cadastre-se e leia uma das publicações da editora. Observe que uma música virou um conto;

  1. Releia umas das músicas sugeridas no tópico “Recursos” e, a partir dos elementos já estudados sobre narrativa e conto, escreva um conto.

RECURSOS

Letras de músicas sugeridas:
  • Faroeste Caboclo da banda Legião Urbana.
  • Zé Ninguém – da banda Biquini Cavadão
  • Estudo Errado – de Gabriel, o pensador.


Para sua pesquisa, visite os sites:


Letras de Músicas
Sites para pesquisa
  • Faroeste Caboclo da banda Legião Urbana
  • Zé Ninguém – da banda Biquini Cavadão
  • Estudo Errado – de Gabriel, o pensador
Definição de Conto
Exemplificação de conto que virou livro
Elementos da narrativa


FONTE DE INFORMAÇÕES

Aula na Pós-Graduação em Leitura e Produção Textual, PUC - Minas Betim.
Professora Else Martins dos Santos.

AVALIAÇÃO

A realização da atividade será avaliada com base nos seguintes critérios:

ITEM
CRITÉRIO A SER AVALIADO
PONTOS


+
(16 a 20)
+/-
(12 a 15 )
-
(0 a 10)
1.A
Conseguiu responder todos os questionamentos a partir da análise das canções?
4


1.B
Conseguiu responder todos os questionamentos a partir da análise das canções?
3


2
Conseguiu definir de forma clara o que é Conto?
3


3
Conseguiu perceber os principais elementos da narrativa?
3


4
Conseguiu perceber a transformação de uma música em um conto?
3


5
Conseguiu produzir um conto contendo os elementos da narrativa?
5





CONCLUSÃO

Música e canção são duas artes muito presentes na vida da humanidade. Foi percebido que ambas se complementam e que canção pode ser uma  narrativa.
É válido ainda, compartilhar os conhecimentos adquiridos com esta pesquisa, promovendo assim uma rede de informações.


CRÉDITOS

Aula de  Práticas Discursivas em Ambiente de Tecnologia Digital – Pós-Graduação e m Leitura e Produção Textual – PUC Minas Betim.
Betim, 22 de outubro de 2010.

domingo, 7 de novembro de 2010

Sugestões para a leitura de textos.

Sugestões para a leitura de textos – Fichamento.
Prof. Gessé Marques Jr.

Quando lemos alguns textos científicos, ou acadêmicos, podemos ter algumas dificuldades na apreensão do conteúdo e das informações transmitidas.
Para facilitar, ou para nos ajudar na compreensão dos textos, podemos dividir esta tarefa em momentos distintos, complementares e progressivos: momento de análise textual e de análise temática.
A análise textual é o primeiro momento da leitura, onde procuramos entender o texto como um todo, a fim de compreender a lógica, o esquema de exposição das idéias, assim como o raciocínio do autor.
Neste momento, é bom assinalar os conceitos principais que o autor está utilizando e como os define.
É nesse primeiro momento de reconhecimento do texto que se torna necessário procurar – no dicionário – as palavras que não sabemos, e – em dicionários especializados, ou em obras de referência – os conceitos que desconhecemos.
Lembre-se: podemos escrever se lermos, se tivermos dados. O trabalho cientifico depende de leituras, de fontes de informação. Se não organizarmos e sistematizarmos o nosso conhecimento e os nossos dados, não teremos sobre o que e do que falar.
Essa leitura pode e, como forma de organização do conhecimento adquirido, deve ser acompanhada de anotações. Assim, “a análise textual pode ser encerrada com uma esquematização do texto cuja finalidade é apresentar uma visão de conjunto da unidade”.
As anotações e esquematização inicial são realizadas através do Fichamento:
Como expusemos, é necessário criar um mínimo de organização dos dados que coletamos para, depois, ter acesso a eles. O Fichamento é um modo de coletar e deseparar o conhecimento, conforme avançamos na pesquisa e nas nossas leituras.
Independente do modo como armazenará as informações (em pastas, gavetas, no computador, em cadernos...), é necessário criar e definir um lugar como sendo o seu lugar de arquivo e de consulta, seja por meio de anotações em fichas (com papel mais duro, de aproximadamente 15 X 20 cm., que se vende em papelarias), ou em arquivos de computador.
Guardar as informações em caderno é mais complicado. A durabilidade do papel não é grande e, como estamos pensando em constante manuseio do material, se estraga mais rapidamente.
Em caso de computador, crie uma pasta “Fichamentos”. E, dentro dessa pasta, separe os textos – criando outras pastas – de acordo com os temas e sub-temas que compõe a sua pesquisa.
Como pensamos em organizar o conhecimento, o uso das fichas ou nomes de arquivos, permitem a criação de ordem alfabética por titulo, por tema ou por autor. O caderno impede esta organização, a menos que use fichário.
Sugestão de Fichamento:
1. Antes de iniciar a leitura do texto, anote, logo no início do seu documento, as referências bibliográficas de acordo com as normas ABNT. Se for livro de biblioteca, aproveite para anotar o número do Tombo. Assim, quando fizer a bibliografia do trabalho, a terá pronta (no computador pode usar copiarcolar), e se precisar voltar à biblioteca, não terá que consultar novamente a localização do livro.
2. Deixe um espaço em branco para fazer um pequeno resumo. (veremos adiante)
3. Comece a fazer as anotações.
No Fichamento não se anota tudo que está no livro, não reescrevemos. A idéia que deve organizar as anotações é a mesma que utilizamos para as anotações em sala de aula. Ou seja, prestamos atenção na fala do professor e fazemos anotações pontuais das partes importantes. Se anotarmos “tudo” o que o professor disser, nos concentraremos mais na fidelidade da anotação do que em prestar atenção à exposição.
A anotação pode ser tópica, de pequenas frases, de conceitos-chave. Se copiar uma frase mais longa, não esqueça de utilizar aspas. Lembre-se: o Fichamento é a criação de um documento para consulta posterior. Assim, quanto mais informação tiver sobre o conteúdo do seu documento, melhor. Deixe claro o que é a sua redação e o que é do “autor”.
Conforme for anotando, indique as páginas do documento original. Quando consultar o seu Fichamento poderá, no caso de dúvida, retomar rapidamente os pontos obscuros, não compreendidos ou fazer uma citação.
Ainda que gaste tempo para fazer as anotações, posteriormente ganhará um tempo muito maior, pois, ao invés de buscar na memória, ficar procurando em livros ou artigos, terá anotações prontas para recorrer.
A outra vantagem do Fichamento é no processo de compreensão da leitura. Quando lemos um livro, um texto, um documento, sempre fazemos por partes. Introdução, desenvolvimento e conclusão. E, dentro de cada parte, lemos em seqüência as diferentes palavras, frases, parágrafos, itens e capítulos. Estedissecar” do texto é parte do processo de leitura, assim como as anotações pontuais que fazemos nesse percurso.
Ao finalizar o Fichamento e ao ler as suas anotações, terá uma visão global. Se demoramos um dia para ler um texto, pela leitura do Fichamento teremos um entendimento geral em poucos minutos. Assim, o Fichamento permite a leitura e a compreensão do texto em dois momentos essenciais: a) um fragmentado (durante a leitura e nas anotações do texto), b) um mais geral e compreensivo (na leitura do Fichamento).
Ao finalizar a leitura e as anotações, leia o Fichamento e, a partir de um entendimento mais amplo, redija um pequeno resumo. Volte ao item dois (que tratamos acima) e complete o espaço que deixou em branco.
Assim, o Fichamento fica composto da seguinte estrutura:
1.       O ‘endereço’ da obra, de acordo com a ABNT.
2.       Um pequeno resumo compreensivo do texto como um todo.
3.       As partes específicas que compõe o texto e a referência das páginas.

A partir dessa leitura textual, é possível fazer uma leitura e análise temática, cujo objetivo é se aprofundar no entendimento do texto. Em qualquer momento da leitura, importa entender o que e como o autor expõe suas idéias. Quer concordemos ou não com as suas idéias, o fundamental é, em primeiro lugar, entendê-lo.
Para orientar o entendimento do texto, propomos algumas questões a serem respondidas após sua leitura:
1.                           Qual o tema ou assunto? Do que ele está falando e como apresenta a sua perspectiva?
2.                           Qual o tipo de texto? Acadêmico, de informação, jornalístico, técnico?
3.                           Qual o problema que o autor pretende desenvolver? Ou seja, o que levou o autor a escrever seu texto e qual tipo de questão que procura responder com sua argumentação?
4.                           A partir disso, como apresenta sua(s) idéia(s) central(is), qual é a(s) sua(s) proposição fundamental ou tese(s)?
5.                           Se ele defende determinada(s) tese(s), como constrói a estrutura de argumentos para fundamentá-la(s)?
6.                           Existem idéias secundárias, argumentações complementares que auxiliam na construção da(s) tese(s)?
Resumindo:
Sobre o que o autor está falando? Qual a questão que pretende responder? Frente a esta questão, qual a sua resposta? Como fundamenta as suas afirmações e suas respostas? Seus argumentos são convincentes? Existem outras idéias que compõem o texto?

Após ter feito o Fichamento, ficará mais fácil responder as questões de entendimento. Se não conseguir responder, temos duas saídas:
1.       Você não entendeu o texto e tem que reler (o mais provável).
 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Sempre Clarice

Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela     metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.

Clarice Lispector

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DO SORRISO.

 O sorriso não é o mesmo que o riso. Separa-os um fosso tão grande como o que separa as lágrimas silenciosas, diante de um desgosto, dos gritos histéricos e lancinantes de quem não sabe dominar-se.
Bergson escreveu: "O riso é algo que irrompe num estrondo e vai retumbando como o trovão na montanha, num eco que, no entanto, não chega ao infinito". O sorriso, pelo contrário é silencioso como chuva mansa que cai e fertiliza a terra ou como brisa suave que acaricia e refresca o rosto. Enquanto o riso é extroversão, o sorriso desvenda delicadamente o interior de quem sorri.

O poder do sorriso é grande, e saber sorrir é algo de muito importante. Antoine de Saint-Exupéry diz: "No momento em que sorrimos para alguém, descobrimo-lo como pessoa, e a resposta do seu sorriso quer dizer que nós também somos pessoa para ele".

O sorriso traduz, geralmente, um estado de alma; é um convite a entrar na intimidade de alguém, a participar do que lhe vai no íntimo. É por isso que o homem é o único animal que sorri; e, como é dotado de inteligência e vontade, pode sorrir quando tudo vai bem ou sorrir mesmo que as coisas corram menos bem - tudo se resume na harmonia interior.

O sorriso é o que primeiro acontece quando um rapaz e uma rapariga se olham e se enamoram. Não sabem explicar por que se enamoram, mas é-lhes impossível deixar de sorrir um para o outro, num sorriso cúmplice de quem não precisa de palavras para dizer o que sente. Se o enamoramento continua vem a fase em que, juntos, acham graça a tudo, sem prestarem atenção a nada do que os rodeia. Então, por vezes o seu sorriso muda-se em riso estrondoso, mas cristalino manifestando toda a força da sua juventude. Se o enamoramento leva ao namoro e este ao amor que conduz ao casamento estável, então saber sorrir é fundamental para vencer o desgaste da rotina do dia a dia e para evitar o afastamento de dois seres que, vivendo muito perto, estão interiormente afastados - não estão em sintonia.

É pois muito importante saber sorrir. Um sorriso pode dissipar uma angústia, se for simpático, ou aumentá-la se for sarcástico; pode estimular um trabalho, se for de aprovação, ou desanimar quem trabalha se for cínico; pode criar uma amizade, se for sincero e transparente, ou um afastamento se for hipócrita; pode humilhar de modo irreversível se não for autêntico e espontâneo.

O sorriso pode ser um grande auxiliar na educação. Não o sorriso que pactua com a asneira, mas o sorriso que acompanha uma repreensão justa e que mostra ao visado que, apesar da dureza e firmeza da repreensão, há amizade e compreensão.

Sorrir, porém, pode ser uma tarefa difícil. A dor e o cansaço tornam, por vezes, o sorrir muito árduo. Se há fortaleza interior então há sorriso, mas dorido. Perguntaram um dia a uma doente em grande sofrimento: "Como te sentes?". A resposta foi desconcertante: com um sorriso-dorido respondeu: "dói-me tudo".

Mas como anda desvirtuado o sorriso! Será que podemos chamar sorriso o que vemos no rosto dos que assinam os "tratados de paz e cooperação"? Não, o que vemos não passa de um esgar.

E termino com uma frase que vinha num calendário de bolso que me deram: "Não critique, ajude; não grite, converse; não acuse, ampare e... não se irrite, sorria".

(http://www.portaldafamilia.org.br/artigos/artigo451.shtml. Acesso:04/11/2010)